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quarta-feira, 7 de março de 2012

[Rio de Janeiro] No Rio o Japão encanta.

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

O Cobal do Humaitá, no Rio de Janeiro, tem muitas surpresas, mas nenhuma supera o Manekineko. De cara nossa anfitriã Poliana disse ser um dos melhores restaurantes japoneses cariocas e daí por diante passamos a namorá-lo.

O lugar tem uma decoração linda que faz uma combinação de paredes preta e vermelhas que dão um ar de sofisticação fantásticos. O logotipo de gatinho de cara nos deu um conforto de identificação felina e o atendimento foi excelente, da espera por uma mesa ao atendimento dos garçons.

 

Escolhemos o rodízio e esta escolha sempre é agradável. Eu nem estava com tanto apetite, mas quando você pega a cartelinha e começa a se decidir pelo que vai colocar na combinação, a fome é inevitável! Lencinhos quentes chegaram e os pratos a seguir, tudo bem rapidinho. Eram delícias indescritíveis! Vale muito a pena!


O detalhe ruim ficou por uma mesa, que foi embora antes de nós, mas que tinha um grupo de meninas completamente bêbadas e gritando. Eu sei leitor-defensor, o restaurante não tem a mínima culpa, mas quem sabe outros leitores não disseminam a arte do comportamento distinto por onde forem? Classe é tudo! Dinheiro é detalhe.


Onde fica o Manekineko?
Rua Voluntários da Pátria, 446 – Lojas 1 e 2 A | Cobal Humaitá
Tel.: 21 - 2537 1510 / 2579 3700
www.manekineko.com.br

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

[Richmond] Chinês com cara de chinês!

Por Rodrigo e Raquel Ávila, Turistas Amadores.

Nossa turista correspondente, Raquel Ávila, foi ao Yu's Bistro Restorant que fica em Manakin-Sabot, região noroeste de Richmond, cidade do estado da Virgínia, nos Estados Unidos. Manakin-Sabot está a mais ou menos 20 minutos do centro da cidade. 

Esse rolinho é algo que as pessoas precisam experimentar em suas vida. É garantia de sorrisos freqüentes!

Ele é um restaurante fino e, olhando de fora, tem se a impressão de ser só mais um tradicional restaurante chinês americanizado. Mas, assim que você entra percebe logo a diferença. Ele é bem pequeno, mas não apertado. A decoração é bem artística e foi feita pela esposa do proprietário. E ela tem um charme extra: toda feita à mão, super artesanal, super aconchegante.

A sopa de legume: com pouco sal, mas com acentuado sabor dos legumes. Estava divina.

O sabor da comida também não tem absolutamente nada a ver com os restaurantes chineses americanizados tradicionais, que são sempre muito gordurosos. Para começar, pedimos um macarrão frito que foi servido com molhinhos. A massa não tinha gosto de gordura e era bem suave! Depois ficamos sabendo todas as massas são confeccionadas por eles mesmos. Bacana, né?

Em seguida, pedimos uma sopa vegetariana com Tofu, que não seria uma boa pedida para os amantes do sal. Quase não se sente sabor de tempero, ressaltando o sabor dos vegetais. A sopa é divina!

Também pedi um rolinho primavera vegetariano, que estava bem sequinho, e por dentro, bem suculento. Pedimos ainda um macarrão lomein de frango, que vem acompanhado de arroz frito. Meu amigo! Nunca comi nada tão delicioso em toda a minha vida! Não tem aquele gosto adocicado que você encontra na comida dos restaurantes chineses que são adaptados ao – péssimo – paladar norte americano.

O macarrão era de tirar o chapéu. Voltaremos, com certeza!

O preço é ótimo e a comida, além de deliciosa, é excelentemente bem servida e o atendimento impecável! O que fez com que ficássemos com gostinho de quero mais. Voltaremos com certeza!

Onde fica o Yu's Bistro Restorant?
32 Broad Street – Manakin Sabot
Tel.: 1-804-7843050
www.yuschinabistro.com

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

[Natal] Piazzale

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

Andando em Natal de lá pra cá, de cá pra lá, víamos um outdoor enorme mostrando o chef que havia ganhado o concurso no nordeste. Um rapaz bem jovem e de sorriso bacana que acabou nos levando ao Piazzale. E é pra lá que levaremos o leitor hoje.

O lugar não tinha cara de restaurante e sim de sede de fazenda. Mas, em Natal? Sim, em Natal. Ao lado da avenida, a poucos metros do mar, lá estava o casarão com entrada simples. Subimos para ver como poderia ser e dar uma olhada no cardápio.

Tente resistir... mas pra quê? Anda vai lá!!!

Chegando ao casarão, uma surpresa agradável: era lindo! Com decoração super aconchegante e um serviço supimpa! Sim leitor, vou usar gírias antigas e já comecei falando do lugar desta vez, pois andam reclamando do tamanho dos textos. Quem? A Laís! Isso, roupa suja se lava em blog. Calma, já voltei ao Piazzale. Mesas na varanda são as que eu recomendo, uma delícia! O lugar fica sempre cheio, então tente reservar, mas a enormidade do restaurante faz com que sempre seja possível ir sem reserva, mas não arrisque.

Sim, eu estou chorando enquanto lembro desses camarões suculentos.

E a comida? Eu daria o prêmio de primeiro lugar ao chefe de cozinha deles! O leitor que não saca as brincadeiras está irritado, pensando: “mas não era o chefe premiado?”. Sim, era e continua a ser! Pode ir sem dó! Fui duas vezes e comemos massas, deliciosas massas! Bem servidas e super saborosas. O preço é ótimo e o que cobram pelo vinho é justo!

Não perca! Virou um dos prediletos!

Onde fica o Piazzale Itália?
Av. Dep. Antônio Florêncio de Queiroz, 12 – Ponta Negra
Tel.: (84) 32362697

Imagens: http://vejabrasil.abril.com.br

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

[BH] Choperia Santa Tereza

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

Fomos - mais uma vez por causa dos cupons - conhecer a Choperia Santa Tereza. Eu passava todos os dias em frente com imenso pré-conceito. Sim, armazéns lotados com TV's ao lado costumam me dar um pouco de pânico. Já imagino um tantão de gente chapada, TV alta tocando algum sertanejo ou passando qualquer jogo de futebol, um super cheiro de gordura e barulho suficiente para eu me manter em silêncio? Só que não, leitor ansioso, lá a coisa é outra!

Lá na Choperia Santa Tereza minha experiência foi diferente. Chegamos e recebemos nossa cartela, anunciamos o cupom e chamaram o gerente. Pensei: “maldito cupom discriminatório!” Só que não, de novo. Existia um problema, pois depois da compra do cupom, eu deveria te me cadastrado em um site de um evento de bar que estava rolando (não, não era o Comida di Buteco) e tirar OUTRO cupom e agendar a visita! Já irritou. Mas, o gerente que veio era um boa praça! Ele explicou tudo o que acontecia e já foi falando: "Independente do que acontecer, você será atendido". Adorei e logo falei: “Me explica que eu faço aqui do meu smartphone”. Pronto! Fui lá e consegui, após uns 20 minutos, fazer tudo e agendar para o próximo dia. Ele viu, aceitou e começamos a ser atendidos.
 
Uma vista do bar através de uma foto horrível. O site deles tem fotos melhores, tem até uma panorâmica. O telão, pelo que parece, é dos maiores, ou maior de BH, pra quem gosta de jogo, bom também.

O galpão ainda me dá um pouco de implicância. Acho estranho que as pessoas se reúnam em galpões para tomar cerveja. Geralmente eu curto botequinhos pelo aconchego, mas o fato de galpões/bar fazerem tanto sucesso em BH, revela que essa é uma chatura particular, pois o público adora (sim leitor chatonildo, eu me reconheço como implicante, chato e ranzinza. Agora, leia por favor?). Ali na Choperia havia alguns diferencias. Primeiro, isolamento acústico, achei bacana, pois não incomoda a vizinhança e melhora o som dentro do lugar. Ponto positivíssimo. Segundo, as TV's estavam com o volume baixinho e não incomodavam, o que fez perceber que elas estava ali para eventos específicos, acho digno. Terceiro, as mesas não eram coladas umas nas outras e eram de madeirinha, ao invés de plástico, além de ter uma decoração bacana, o que dava a impressão não de galpão, mas sim de restaurante! E, por fim, o cheiro da comida ficava pra lá, pois a cozinha é isolada.
 
O prato que pedimos tinha uma costelinha no espeto com deliciosas batatas. Muito bem servido e temperado. Gostei deveras.

O atendimento, do garçom ao gerente gente boa, foi excelente! Excelente! Gostei demais, muita atenção, rápido, eficaz, achei ótimo! E por fim a comida estava deliciosa! Pedimos o prato do cupom e ele veio bem servido e muito saboroso. Tinham umas batatinhas fritas bem sequinhas, delícia. O esquema do cardápio é desses mesmos de galpão/bar, com espetos e tal, mas tem coisinhas bem elaboradas, vale a pena! As bebidinhas têm preço bom e ênfase, obviamente, na cerveja.

Enfim, achei ótimo. Para dias de jogo, devo ir algum dia ver meu Galo doido e também achei que pode ser uma excelente pedida para aniversários, já que o lugar é espaçoso e tem cartela. Vale a pena ver de colé!

Onde fica a Choperia Santa Tereza? Rua Mármore, 365 – Santa Tereza
Tel.: 31-3245-6567
www.choperiasantatereza.com

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

[Natal] Todos os Camarões são iguais?

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

Natal é uma cidade fantástica e bem preparada para o turismo, o sol arrebenta sua vida às 5h da manhã e o mar é quente como uma banheira de hotel. Só existem duas maneiras de se refrescar, entrando na água e em seguida indo para a sombra tomar vento, ou no ar condicionado. Mas, é tudo muito bacana, dos passeios de jipe nas Dunas, ao passeio pelas lagoas (imperdível), passando pelos seus deliciosos restaurantes.

Algo que não falta em Natal é uma culinária farta, barata e deliciosa, bem concentrada na iguaria que deixa muito brasileiro com água na boca: o camarão. E, homônimo ao fruto do mar, você encontrará o restaurante de maior destaque nas praias que nos aproximam da África. Como não sabíamos se todos os "Camarões" eram iguais, pois tinha o Potiguar, Express e etc, resolvemos perguntar a um taxista. "Amigo, tudo bem?", sem resposta. "Então, gostaríamos de saber se esses restaurantes de nome Camarões são todos do mesmo dono, assim, se é a mesma rede, você sabe informar?". Aí a cara de impaciência e a resposta seca: "Depende!". "Depende do quê, amigo?". "Depende do prato que você pedir", ok. Era o mesmo. Bora para o Camarões!

 A fachada do Camarões Potiguar, bonito, né? Também achei.

A historinha ali em cima que deixou o leitor aflito sem entender o porquê é para introduzir o turista no clima do povo de natal! A falta de educação com o turista era repetida em diversos níveis, mas o contrário às vezes também acontecia, como o policial que nos deixou, turistas, ir buscar a carteira de motorista e documentos do carro no hotel. Claro, houve uma tentativa de suborno com a fala: "E ai? Como é que fica?". Mas, mineiro é mineiro e o leitor aflito já se pergunta: "Esse cara não ia falar de restaurante?", calma.

Então vamos ao Camarões, são muitos e todos deliciosos, mas se você quer ir só uma vez e te basta, escolha o Potiguar Ponta Negra. Sim, é igual, mas o Potiguar Ponta Negra é o mais chic (e a gente é chic, benhê)! É uma casa mais elaborada, não que os outros não tenham seu glamour, mas investiram forte no Potiguar e é lá que você deve ir, pois os preços, inclusive, se assemelham, com exceção do Express, que é self service. A casa que recomendamos é linda! Com muito glamour e decoração paulista (lembram, aquela que eu insisto aqui?). Mas de bom gosto sim! Misturando o rústico ao moderno, excelente.

Se optar pelo tradicional como um delicioso camarão na abóbora você não vai se arrepender, mas ainda achamos que é melhor testar novos sabores!

O serviço é ótimo e não perde em nada para os grandes restaurantes das grandes capitais e a comida é deliciosa! Os pratos são excelentemente bem servidos e insisto que se você não for um glutão como o leitor ansioso (brincadeira, não desligue o computador para ver luta livre pensando em mim), você conseguirá dividir um prato com seu par romântico e ainda pedir a sobremesa sem dor de cabeça. Os preços são ótimos, sobretudo se comparamos com o quanto se gasta pelo equivalente em Belo Horizonte. Imperdível.

 Tô falando? NOVOS sabores... Água na boca??? Também!

Como dica, o Turista Amador pede que você seja ousado, não se limite a comer o que você já conhece em matéria de camarão. Você está em Natal, terra especializada neles e mais, em um restaurante que se preocupa em mudar seu cardápio com inovações. Então, deixe o "feijão com arroz" para o Camarões Express e se jogue naquele prato excêntrico. Mas, cuidado, não se arrisque muito se você for deveras conservador, tenha bom senso para não sair por aí falando mal de mim.


Onde fica o Camarões?
Rua Pedro Fonseca Filho, 8.887 – Ponta Negra
Tel: (84) 32092425
http://www.camaroes.com.br

Crédito imagens: http://blogostoso.wordpress.com/

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

[Buenos Aires] O melhor restaurante da Capital Argentina, segundo eu mesmo, segundo o Globo.

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.
 
Eu nunca curto muito os rótulos de: melhor, mais delicioso e tal, acho que isso sempre vai de pessoa para pessoa e de dias diferentes, cada dia o atendimento está de um jeito e etc. Mas tem lugares que conseguem manter o nível, manter a média e esses lugares se tornam preferenciais de várias pessoas. E é aí que eu me arrisco a dizer que é dos melhores, que é imperdível, esse é o Tomo 1, em Buenos Aires.

Eu costumo dizer que ter ido, ou ir a Buenos Aires e pular um jantar no Tomo 1 é quase como não ter ido lá. O leitor mais ansioso está gritando em frente a tela dizendo que foi sim a Buenos Aires e que não sabia do Tomo 1 e quem sou eu pra falar qualquer coisa. Concordo com o leitor, mas se voltar a BsAs, faz favor, vá ao Tomo 1. Se possível, vá só com sua moça, não leve 34 crianças, ou os 200 amigos que foram juntos em um ônibus que saiu de Pedro Leopoldo. Lá é dia de romance.
 
 A fachada. Sinta o luxo... Chorei. Crédito fotos.

O lugar fica em um hotel de luxo, que já teve mais sucesso na época dourada de Buenos Aires, mas que mesmo assim não perdeu seu glamour. É pompa para todo lugar, da recepção, elevador, ao piano que faz a melodia do jantar. Lindo, glamouroso e espetacular. Voltamos no tempo. O serviço é impecável! Nunca fomos tão bem atendidos em todos esses posts e também será difícil superar a refeição que fizemos ali. Diversas vezes e pelo resto de nossas vidas lembraremos aquele peixe e aquela carne. Divinos. 
 
 A comida, além de linda, bateu tudo que já tínhamos provado por lá. Fantástico!

Para se ter uma ideia desse restaurante na vida desse turista amador que lhes escreve, existem planos de ir a Buenos Aires, não mais para visitá-la (claro leitor, estaremos fazendo também), mas para voltar ao Tomo 1. Tomô? (não resisti, desculpem-me).

Ah! Reserve antes, pois costuma lotar! E faça no primeiro dia de viagem ou antes de ir. Se deixar pra frente, tchau Tomo 1. Em nossa viagem fomos encaixados em um horário, tivemos que ir cedo.

Onde fica o Tomo 1?  
Avenida Carlos Pellegrini, 521 – Centro (próximo ao Obelisco)
Tel.: 54 11 43266698
http://tomo1.com.ar/
Ficou 300 pesos (130 reais) para os dois, uma taça de vinho, couvert, 2 pratos principais e sobremesa.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

[Buenos Aires] Um Hostel com carinha de Hotel, mas mesmo assim Hostel.

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

A Primeira dúvida quando decidimos ir a Buenos Aires com nossas passagens de 70 reais ida, 150 reais volta, pela Gol, foi onde ficar. Sabíamos que haveria diversos Hotéis e Hostels pela cidade, mas precisávamos saber qual o bairro ideal. Consultamos a internet diversas vezes, conversamos com pessoas que já tinham ido e sempre nos indicavam: Palermo e Recoleta, pois bem, fomos para o Centro.

E eu vou falar com quem está para ir a Buenos Aires que o Centro é a melhor opção! Pra quem? Pra quem quer uma viagem econômica e dinâmica! Do centro usa-se o metrô, pode pegar ônibus e o táxi acaba ficando mais barato. Achei a Recoleta e Palermo bairros bonitos, mas seria como ficar em Belvedere em Belo Horizonte, um bairro burguês, mas árido, no Centro está o coração da cidade e foi maravilhoso estar lá.
 
1. A fachada é linda, embaixo o café. Excelente localização.
2. A recepção com a área comum, bar, internet, TV, Leitura e etc.
3. O quarto de casal. Com suíte e tal, água quentinha, aquecedor. Perfeito.

Decidido o bairro precisávamos escolher o Hostel e sem indicações e navegando pela internet optei pelo Ritz. As fotos eram lindas e o site o mais bem construído. Sou nerd, nada mais justo que escolher o meu Hostel pelo site mais bem construído. E acertamos.

O lugar é em um predinho lindo, tem um café e bar/boate próprio, onde também é servido o café da manhã. Sim, apesar do café o café da manhã é servido no bar/boate. O pessoal é super agradável e receptivo, o café da manhã é simples, mas delicioso e eu nem precisei comprar o delicioso doce de leite, pois o do café da manhã era fantástico e eu sempre catava uns, ideal pra quem estava apenas com uma mochila (não me julgue leitor, eu pedi antes. O leitor mais ansioso tentava ligar para a polícia para me denunciar).
 
A localização é tão boa que 70% dos passeios foram feitos a pé! Dali andávamos por diversos pontos turísticos, além de conhecer as ruas e ver o movimento da cidade natural a ela. Os Argentinos em seu estado mais natural, brigando no trânsito, fazendo manifestações políticas, discutindo futebol.. enfim, perfeito. Engana-se quem dizia que Argentinos são arrogantes. Não são, pelo contrário, é um povo extremamente receptivo! Disseram que meu sofrível espanhol me traria situações de impaciência do meu ouvinte, mentira. Eles mal entendem o português, mas se esforçam ao máximo para te atender.

No Hostel ficamos em um quarto de casal, depois eu fiquei em um quarto coletivo, péssimo, tinha um cara embaixo de mim roncando horrores e um sueco que parecia estar 56 dias sem banho. No quarto de casal tudo muito perfeito, limpo, quentinho e barulhento! Era muito barulhento, portanto tente os quartos afastados. O elevador faz um barulhaço e toda hora você ouve o interfone. Dormir só pelo cansaço extremo. Além disso, tinham uns brasileiros hospedados que colocavam Axé no talo na área comum e diziam estar em festa. Vergonha alheia. Esforçava-me em meu inglês para me passar por gringo. Ufa, melhor pagar de doido.

Os preços são ótimos e de lá é possível pegar indicações de vários passeios, contratar um dia de ônibus, ir a um jogo de futebol e etc. A dica maior é: converse! Se esforce.

Onde fica o Ritz Hostel?

Avenida de Mayo, 1.111 - Centro
Tel.: 43839001
ritz@hostel-inn.com
http://ritzbuenosaires.com/

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

[Buenos Aires] Assim por acaso e viva o acaso!

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

Chegamos em Buenos Aires, descarregamos as malas no Hostel e corremos para a rua. Fazia um frio romântico e diziam os hermanos que estava começando a ficar frio. Saímos tresloucados e admirados com aquelas ruas tão bem descritas por Borges em uma cidade que, se as cidades tivessem vida, seria o exemplo de ser da nossa Belo Horizonte.

Eram quase 23 horas e as ruas pipocavam de gente bonita e, sobretudo, velhinhos, muitos velhinhos encolhidinhos em seus casacos e suas boinas. Um charme só! Assim como cada segundo em Buenos Aires parece ser: um charme só. Viramos esquina aqui, esquina ali e demos de cara com um restaurante - que não sei como explicar - nos atraiu porta adentro. O leitor mais mítico e que gosta de um tempero obscuro (no sentido de não entendimento lógico), logo pensou em magias. Eu penso em cheiros e temperos (o leitor se irrita e eu continuo o texto).
 
 A entrada de pãezinhos e paté, delícia que valia uma refeição.

Estávamos em La Posada de Belgrano e lá haviam poucas mesas ocupadas (um casal argentino e sua Quilmes, uma família feliz, um casal de brasileiros que brigava o tempo todo e uma mesa repleta de velhinhos tomando vinho e se divertindo). Que clima, que conforto, que deslumbre! Pedi logo uma taça de vinho e trouxeram o couvert - como é comum em todas as casas. Vieram patês e pães que por si só fariam nossa refeição, só que não.
 
 
A empanada e o leitor chorando como uma criança desolada. Tudo passa leitor.

Lógico que, de cara e de ansiedade, pedimos a empanada! De acordo com o garçom seria uma deliciosa pedida e putz, por azar ou sorte, foram as melhores empanadas da viagem! O leitor está confuso e eu explico: Azar porque não achamos mais igual, sorte porque pelo menos já tínhamos comido das melhores. Eram gigantes e deliciosas! Comia como se fosse a última do mundo! Logo de cara, e de primeiro contato com um cardápio estrangeiro, ficamos em dúvidas sobre o que pedir, mas escolhemos um chorizo coberto de pimentões e batatas chips fritas que estava divino!
 
Eu estou com fome neste momento, e vocês???

A conta não ficou alta, o atendimento foi maravilhoso e de cara entendi que Argentino não é babaca, ou metido, isso e aquilo. A decoração era linda, parecia que eu estava jantando há 100 anos atrás. E, ao final, pirulitos de brinde! Recomendadíssimo.

Onde fica o La Posada de Belgrano?

Rua Blanco Encalada, 2401 – esquina com rua Cuba | Belgrano
Tel: 48962414
parrillalaposada@hotmail.com
Preço médio 40 pesos por pessoa com vinho e tal.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

[BH] Bora Baêa!!!

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.
 
Duas culinárias se misturam no país da mistura, dois povos que fazem fronteira de estado, dois povos brasileiros, com histórias que se entrelaçam com um nó firme e forte. Bahia e Minas, as melhores culinárias desse Brasil. Quem estiver em BH, poderá visitar restaurantes de altíssimo nível – e já falei super de alguns por aqui –, mas hoje eu vou falar do que eu considero o top de restaurante baiano na capital das Gerais, falaremos do Baianera.
 
Peixada? Delícia!

O jeitão é de boteco, mas não se engane, é um super restaurante de cozinha requintada. O menu não deixa a desejar para nenhum restaurante especialista em frutos do mar. E o tal "jeitão boteco"vem bem a calhar com o lugar onde se localiza esse território Baiano: Santa Tereza. Em volta do Baianera tem boteco pra dar e vender, de tudo que é jeito e gosto, mas ninguém tem o acarajé e o suingue que o Bainera traz!

A comida é simplesmente fantástica! Um acarajé por R$6,00 é uma verdadeira refeição, peça um! As porções são bem servidas e mesmo uma simples mandioca vem de maneira deliciosa. Tem um cardápio de deixar mineiro com o pé no mar e ainda faz entrega no melhor estilo do Bolão de Santa Tereza. Favor não deixar de experimentar a cachaça mais deliciosa do mundo: Flor da Mantiqueira. Deliciosa!
 
 Bahia leitor querido, Bahia!

O atendimento podia ser mais ágil, mas nem por isso é ruim, os garçons são atenciosos a ponto de procurar Serra Malte na geladeira especialmente para o cliente que ele nunca viu na terra, mas pode melhorar. Demoramos 20 minutos para alguém ir à mesa e para pagar tivemos que ir ao caixa. Tudo bem que era encerramento da noite, mas...

Onde fica o Baianera?
Rua Bocaiúva, 03 - Santa Tereza
Tel.: 2552.0660
www.baianera.com.br
 
Crédito das imagens: aqui e aqui

terça-feira, 15 de novembro de 2011

[BH] Trindade Bar Bistrô

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

O mineiro é simples, fato. E simplicidade não quer dizer falta de requinte, outro fato. E quando se junta mineiridade e requinte chega-se a um nível tal de delícia na vida que só é possível visitando restaurantes do naipe do Trindade Bar Bistrô, o nosso restaurante da semana.

O lugar é lindo! Com um deck delicioso para os dias de calor e com um interior fantástico com decoração de extremo bom gosto e obras de arte que valem um passeio pelo salão. As fotos são deliciosas de apreciar.
  A salada que sinceramente está entre as mais deliciosas que esse turista ousou experimentar, excelente combinação de folhas

O serviço é impecável! O maitre - ou garçom - é de uma atenção e cuidados ímpares, não só com os clientes, mas com a casa. Impecável eu preciso repetir. É daquelas pessoas que logo se tornam queridas, que fazem você querer ir ao local só pela existência dela. Fantástico. Mas além do excelente maitre tem outros encantos que nos fazem querer voltar:

Os pratos são todos muito bem elaborados e divertidos, de entrada veio uma salada que chega fresca ao restaurante, vinda do produtor que está em Itabirito. Folhas especiais para o prato do chefe que dão um sabor delicioso à combinação.

De pratos principais experimentamos a moqueca mineira (sim leitor ansioso, aqui está você declamando um discurso inflado sobre o fato de só conhecer duas moquecas: a capixaba e a baiana), mas o pessoal do Trindade foi além, mineiramente inventaram a moqueca mineira que, óbvio, bate as duas moquecas anteriores. Ela leva ora-pro-nobis e pimentões amarelos e vermelhos, uma verdadeira maravilha acompanhada de arroz branco e farofa na manteiga de garrafa - deu com fome, né?
O porquinho prensado... hummmmmmmm #porquinhoseulindo!!!

O outro prato foi o Porquinho Prensado (gracinha!), que estrelou no Moda para Comer e estava impecável. Teve gente que achou a calda um pouco doce, mas eu achei a combinação perfeita. Vai do gosto do cliente, né? Tinha ainda uma flor que - como me foi sugerido – devorei. Que encanto! Ao final o pudim que eu apelidei de "arrasa-vovó", pois depois dele raramente uma avó conseguirá manter o melhor pudim da terra para seus netos. Esplendoroso!
O pudim "arrasa-vovó", fantástico. Prepare-se.

Enfim, perfeito! Visite o quanto antes!

Onde fica o Trindade Bar Bistrô?
Rua Alvarenga Peixoto, 388 - Lourdes
Tel.: 25124479

terça-feira, 8 de novembro de 2011

[Richmond] Das Acácias de Tio Sam!

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.
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O Restaurant Week se espalha, corre o Brasil todo e volta ao seu lugar de origem: os Estados Unidos. Lá ele se espalha por estados e cidades e alcança nossas colaboradoras Raquel e Cidinha, em Richmond. Em Tio Sam Land as queridas turistas foram ao Acacia e nos disseram o que encontrar por lá.
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A decoração do lugar é linda, bem moderninho, mas um pouco escuro demais. A acústica é péssima, você precisa gritar para conversar e não é pela música - que apesar de ser uma música do tipo que se toca em desfiles de moda - estava em bom tom. O estilo do restaurante lembra os de New York, as pessoas estavam vestidas de maneira casual, mas ninguém de jeans e camiseta. Não se via idosos e nem família com crianças, nem adolescentes, o que deixa parecendo ser um lugar ideal para jovens.
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 A massa: me passa, que eu tô passado (sim leitor, expandi meus trocadilhos para aqui também)
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As porções servidas são pequenas, mas muito saborosas e de entrada comemos sopa de tomate com abóbora, servida com pão e manteiga. Para o prato principal pedimos um grab cake com goat cheese, herbs, spinash e purê de abóbora (leitor ansioso, nossas queridas correspondentes são cidadãs dos EUA, então de vez em quando mandam inglês misturado com português, não se irrite, aproveite para treinar o ingrish). E de sobremesa pedimos sorvete de romã com nozes e parfait, estava tudo deliciosamente saboroso!
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 O ambiente com as mesinhas do balcão, uma decoração típica dos EUA, me agrada.
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O atendimento é ótimo, mas leve o megafone, pois é quase impossível falar com os garçons por causa do intenso barulho. Para se ter uma ideia o garçom ofereceu café, mas foi entendido sobremesa e ele acabou trazendo ambos, o que acabou sendo um erro feliz, pois era um delicioso café adoçado com açúcar mascavo, acompanhado de pãozinho italiano tipo panetone. Escolhemos um vinho e foi maravilhoso.
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O restaurante tem mesas na varanda e tem um bom espaço entre as mesas, além de muita gente usar o balcão do bar só para um drink ou para fazer a refeição. Eles ainda oferecem estacionamento gratuito, já que parar em Cary Town é infernal e pode acabar com o jantar. Ah! Antes que eu me esqueça: é o top 8 dos restaurantes recomendados nos EUA, fino, hã?
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Onde fica o Acacia?
2601 West Cary Street - Richmond VA
Tel.: 1 - 804 - 5620138
 www.acaciarestaurant.com
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Créditos imagens: http://allwomenstalk.com e http://www.artfuldinerblog.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

[BH] Fazer a social? No Social, por favor.

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.
 
Hoje falaremos de um barzinho estribado (ainda se usa essa gíria? Se não, saiba que estribado é algo bacaninha e que para o leitor que me achou velho, sou bem jovem, obrigado), com um design interno bonito, gostoso, com charme de Beagá e uma carta de comidas e bebidas muito bem servida. Este é o Social.
 
Perto de um lugar de efervescência de Beagá, onde pra qualquer lugar que se aponta o nariz está um boteco legal, está lá o Social, com sua porta tímida e seu corredor profundo, que leva a uma adega deliciosamente iluminada. A luz do local é um charme e dá um certo arzinho hipster. E é essa moçada que habita lá. Essa moçadinha alternativa bem linda, gente fina e elegante.
 
Se for de cerveja, terá várias opções, tem cerveja de tudo que é jeito e gosto, deliciosas, leves, amargas, de trigo, enfim, cervejas sempre geladas em seus copos gigantes, isso é gostoso! Pra comer as opções são de tirar o chapéu! Que delícia! Experimentamos um frango meio indiano com pão e um filé a gorgonzola também com pão, estava sensacional. Já comi massa lá há mais tempo, mas não me lembro mais, sei que foi bom.
 
A logo super in na entrada, eu realmente adoro a decoração de lá! E o franguinho indiano que me fez esquecer o jantar japa que tinha acabado de comer.

Não deixa de visitar, vá lá fazer o Social (rá! Eu sempre cedo aos trocadilhos!). A garçonete no dia estava atarefada demais, era um encontro de blogueiros, mas podia ser melhor. Eu ficava catando cerveja e eu detesto passar a noite tendo que procurar a garçonete, como um bonecão de posto pedindo atenção. Prefiro papear em paz.

Onde fica o Social?
Rua Ceará, 1580 – Savassi
(31) 3227.6844
Tem almoço também de segunda a sexta.
www.social-bh.blogspot.com

Crédito fotos: Leo Morita

terça-feira, 25 de outubro de 2011

[BH] É possível sim que tudo sejam só flores...

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

Casinha, lindinha casinha no bairro Serra. Na Serra de uma Belo Horizonte uma bela casinha. Essa foi a primeira impressão enquanto eu adentrava pelo portãozinho e passava pelas belas mesas iluminadas por velas. Casinha. Pensava eu. Um sorriso pra alma. Hoje vamos falar, bem, do Flores.

Eu já tinha sido recomendado a ir, já tinha ido em um projeto que falarei por aqui em breve, que é ao lado, já havia passado em frente, mas esse dia específico era o dia do Flores. Logo na chegada uma recepção linda e educadíssima, como é constante nos restaurantes dessa minha cidade. Pelo menos comigo. Vou até me atrasar um pouco nessa fala pra dizer que diversas vezes eu ouvi reclamações de alguns lugares, mas que eu mesmo fui bem atendido. Pode ser eu que não seja percebido nessa área, enfim, o atendimento no Flores é lindo e cordial.
 
 A fachada da lindeza. Fala se não dá vontade de morar pra sempre... e o prato, uma delícia! Crédito

O ambiente eu já comecei o post citando, lindo, uma casinha, mas não se engane, simplicidade sim, mas com requinte! Da entrada, passando pelas mesas até o banheiro, tudo parece que foi construído com mimo, com esmero e carinho por quem visitasse a casa. Que conforto!!! Que romance!!! Lindo.
 

 
E a comida??? (Pra variar o leitor mais aflito já se irritava com a demora, mas o prato não demora no Flores, pode ficar tranquilo leitor aflito). A comida é MARAVILHOSA, dessas de comer de joelhos e de olho fechado. Que delícia, tudo impecavelmente preparado. Vou fazer uma meã culpa aqui, pois Guilherme, o meu chefe do coração, emplacava uma parceria com a casa no dia. Mas aí é o lance, se não fosse o Flores, não sairia pareceria, nem estaria tudo tão perfeito. Noite linda... vê se não perde.

Onde fica o Flores?

Rua Oriente, 609 - Serra
Tel.:  3022.0270 / 3277.6760
www.floresrestaurante.com

terça-feira, 18 de outubro de 2011

[Salvador] Mercosul do Gama

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.
 
O quê que a baiana tem? A baiana não sei, mas o Mercosul do Gama tem delícias nordestinas a preço justo! Ah tem! Estando na Bahia, precisamente em Salvador, essa pode ser uma parada obrigatória. No início o restaurante era parecido com a Distribuidora Piauí em Brasília (ainda falarei de lá), era só uma distribuidora de bebidas, querendo turbinar o negócio com um tira gosto e cresceu, ou cresceram.
 
 A mandioca amarela que basta por si só.

Em Salvador as mesas ficam do outro lado do boteco, todas embaixo de árvores chapéu do sol, que remete ao quintal de casa. O atendimento é horroroso e é bom pedir o prato antes de ir, demora muito. Os garçons são simpáticos, mas é lento, você tem que pedir as coisas umas três vezes e isso irrita. É lá que uma amiga ouviu, ao pedir um suco: "peça refrigerante, é mais rápido"!

Mas a comida é MA-RA-VI-LHO-SA e a pedida principal é a picanha de sol com mandioca, farofa, arroz e feijão de corda. Alimenta fácil três adultos. Delícia! A cerveja é barata, estamos na distribuidora. Se beber? Não dirija.

Onde fica o Mercosul do Gama?
Rua Arquibaldo Baleeiro, 176 - Rio Vermelho
Tel: (71) 3346.4076

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

[Salvador] Mama Bahia

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

Já falei aqui inúmeras vezes sobre pagar de juvenil enquanto turista e das artimanhas e segredos para se dar bem sem entrar no circuitão-engana-turista, mas de vez em quando, na pressa e no esquecimento, a gente acaba caindo na lábia. Não que o circuitão não tenha seus encantos, o leitor mais ansioso (ele sempre está por aqui) já estava suspirando com as mãos entre os cabelos, dizendo que eu quero acabar com os circuitos turísticos, mas é que as vezes ele é tratado como o melhor que um lugar pode oferecer e nem sempre é isso que se comprova.
 
Repete comigo: PEI-XA-DA, agora baba.

Chegamos ao Pelourinho em um Kombão que a família havia alugado - com muita insistência junto ao meu pai, ele queria um Dobló, mas nós recusamos, queríamos Kombi - e logo encontramos um feliz estacionador de carros. Ele arrumou uma vaga para a van Little Miss Sunshine e se prontificou a nos levar para comer em um lugar ótimo! Estávamos famintos e, como Laís e eu não havíamos almoçado por lá, não sabíamos onde era melhor. Então, resolvemos seguir o conselho.

Fomos levados ao Mama Bahia, um restaurante com ar de pega-turista-gringo que meu irmão desaprovou de cara! Disse ele que era melhor termos ido a um lugar mais simples, pois íamos comer comida padrão-turista-bobo (gostando-de-falar-assim-hoje, problem?) e pagar caro. Pagamos pra ver! Afinal, o atendimento estava sendo lindo demais, com as baianas nos tratando a pão de ló.
 
Ó o tamanho do camarão! Ôxe!!!

E foi na onda do pão de ló, sem demora e com pratos muito bem servidos - apesar de com preços não tão baratos - que fomos na toada de uma peixada deliciosa, camarões enormes e outras delícias esplendorosas. Tudo bem, dizem que o melhor tempero é a fome, mas segundo minha mãe aquela foi uma das peixadas mais gostosas que ela já experimentou.

O lugar é simples, como no Pelourinho tem que ser, mas ao mesmo tempo requintado e agradável. Sinceramente? Nota 10! Pode ir sem guia!

Onde fica o Mama Bahia?
Rua Portas do Carmo, 21 - Pelourinho
Tel: (61) 3322.4397

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

[BH] Rei do Mate

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.
 
Andando outro dia pelo Shopping e ansioso por comer um açaí, mas imaginando que não teria o creme divino por ali por menos de um milhão, setecentos reais e noventa e três centavos 100 gramas, resolvi provar um shake de morango com mate, que estava sendo servido aos transeuntes. Ok, primeiro, eu não fui e nem iria pegar amostra grátis, Laís que pegou. Tampouco eu ia me arriscar a tomar algo com sorvete, morango e mate.
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Olha esse creme e chora...

Ledo engano, rapaz! E moça também! Que DE-LÍ-CIA! Aí pensei logo em trocar o açaí pelo Shake. Fui ver e o local era o Rei do Mate. Ele é um fast food espalhado pelo Brasil e tem padronização de várias coisas, mas quando cheguei no balcão e vi o tanto de ofertas, pensei: "Ni! Tchau Shake! Você é bom, mas aqui tem açaí que não custa 3 milhões de dólares". Pedi um creme de açaí e, como bom mineiro, um copo de pão de queijo. Sim! UM COPO (ENORME) DE PÃO DE QUEIJO.
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Eu sou mineiro, pão de queijo é vida.

Então era isso o que eu tinha: o gostinho de um shake delicioso de mate, um creme de açaí que é simplesmente magnífico (segundo a Laís o mais gostoso que ela já experimentou, eu acho exagero dela) e pães de queijo pequenos, carinhosos e deliciosos em um copo gigante onde o Tom tentava - em vão - pegar o Jerry. Era o sonho de um dia de inverno no corredor árido e frio de um shopping (quase choro lembrando).

Do ambiente não tenho o que falar, tampouco do público. O atendimento é ótimo e é um shopping onde existem outra tantas lojas para se visitar, mas aqui, deixa de ir não, é bom demais!

Onde fica o Rei do Mate?
Av dos Andradas, 3.000 | Boulevard Shopping - Santa Efigênia
www.reidomate.com.br

terça-feira, 27 de setembro de 2011

[BH] O Coffee? É no Thé Caffe.

Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.
 
Escondidinhos são alguns cafés dessa cidade, coisa que você passa de carro e nem vê. Muitos você até vê, mas nem sempre está na hora do café. Os cafés atendem alí, regionalmente, em suas redondezas. E foi assim, por rotina da minha vida, e pelo Ballet da Laís, que conhecemos o Thé Caffe.
 
 
Com decoração deliciosa a casa traz um aconchego ímpar para o fim de tarde beaguense. Sua carta de chás é espetacular e não deixa a desejar quando o assunto é café, claro. Seus quitutes são deliciosos e é possível observar que o lugar é um oásis de tranquilidade quando se percebe que a maioria das mesas é ocupada por pessoas solitárias, ali, no momento “chá da tarde”, quando começam a se organizar para a última jornada do dia.
 
 
Ponto negativo para a porta que me fez parecer meio retardado, tentando descobrir como se abre. As pessoas ficam ali dentro, algumas com risinhos irônicos, outras com nervosos – os do risinhos nervosos sofreram a mesma dificuldade (vim a saber depois).

E o ponto positivíssimo é que o Thé Caffe te dá de brinde pó de café usado para fertilizar as plantinhas! Ideia sensacional! As plantas daqui de casa agradecem imensamente!

Onde fica o Thé Caffe?

Av. do Contorno, 6283 | Savassi
Tel.: 31-36540275
http://www.thecaffe.com.br/

terça-feira, 20 de setembro de 2011

[BH] La Tosqueria


Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

Belo Horizonte é a capital dos bares. Até ai todos sabiam e, quem não sabia, acabou de ficar sabendo. Tem bar de tudo que é jeito, os chamados “copo sujo” que podem ser chamados por um outro nome horrível que não cabe citar, os bacanérrimos, os que ficam entre status de café e restaurante e os botecos beaguenses em sua essência máxima.

Tem os botecos que o pessoal frequenta a vida toda, os que se vai uma vez e nunca mais volta, tem os familiares, os de rock, os de time de futebol (como o famoso Salomão do Galo), o dos velhinhos, o dos jovens, os de todo mundo, os de sertanejo, enfim, de tudo! Tem boteco pra todo mundo nessa cidade e uma ansiedade que eu sempre tive era de ter o MEU boteco. O leitor mais ansioso me imaginou comprando e gerindo um boteco atrás do balcão por toda a vida, só que está redondamente enganado.

Ter o seu boteco é ter aquele bar onde todo o staff já te conhece, do dono, passando pelos garçons, até o pessoal que está sempre por ali. E não quer dizer que você é um alcoólatra, nada disso! É o lugar que você se sente bem, seguro, tranquilo, feliz. O meu boteco se chama La Tosqueria e não foi uma escolha aleatória, tampouco equivocada. Foi a melhor escolha.


Toda vez que bate dúvida de onde ir, é pra lá que eu vou! “Mas só na dúvida?” pergunta novamente o leitor ansioso, não! Vou na dúvida e como escolha principal. É lá que a turma toda vai e a turma vai até se eu não for, ocasiões onde me sinto traído, é como se fossem à minha casa sem que eu estivesse. A comida é deliciosa e sempre fiscalizada e preparada pelo grande Gutz, um dos sócios e personagem do local. Ir ao La Tosca (apelido carinhoso de quem é frequentador assíduo) e não ter um dedo de prosa com o Gutz deixa aquele gostinho de que faltou algo. 

Peça sem hesitar algo para comer e escolha os pastéis abertos que são maravilhosos! Todos os outros pratos são deliciosos. Pra beber há uma infinidade de drinks, sempre bem feitos e a casa ainda conta com chope especial e a deliciosa Serra Malte, além de ter a Heineken mais gelada do planeta. Pra deixar o boteco ainda mais mineiro existe uma carta de cachaça que eu diria ser a melhor da cidade, pois se não contempla algumas marcas, trás algumas das principais e os preços são os melhores de Belo Horizonte. 


Se não quiser ir à noite, o La Tosqueria serve almoço com duas opções diárias que podem ser consultadas na página do bar no Facebook. O almoço é super bem servido, “prato de pedreiro”, delicioso e tem um excelente preço. Peça Tubaína para acompanhar!

Por fim e não menos importante, não mesmo, pois esse é um trunfo quase inexplicável do La Tosqueria, quase, porque ao conhecer o Gutz e o Robinho, entende-se tudo. É o lugar com a moçadinha mais bacana da cidade! Em nenhum boteco de Belo Horizonte se tem pessoas tão de boa como o La Tosca. Bom pra paquerar, sair com amigos, amigas, sair com a turma, comemorar aniversário (ganha drink), pra tudo: La Tosqueria.

Onde fica o La Tosqueria:
Rua Cláudio Manoel, 329 - Funcionários
(31) 2516-8680
Preço varia de acordo com o pedido, mas gasta-se uns 30 reais por pessoa comendo e bebendo muito bem.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

[BH] Automóvel Clube


Por Rodrigo Ávila, um Turista Amador.

Há tempos, sendo um historiador da cidade, ansiava por visitar e tomar partido de um primoroso e elegante jantar no Automóvel Clube. Pensava que deveria ser uma noite de elegâncias múltiplas, que deveria ser vivida como moça de fina estirpe e com pompas e refinos. E foi.

Já sondava via palavras o dia do jantar. Laís e eu ensaiamos algumas idas e até visitamos o lugar em um dia com banda ao vivo - sensacional se tiver sorte - e um dia, um belo dia por assim dizer, resolvemos pós espetáculo do Grupo Corpo, no Palácio das Artes, continuar a fantástica noite em uma mesa do Automóvel. Noite repetida pós Kirov com seu Lago dos Cisnes (perceba: noite de pompas - o leitor mais fraco de emoções sentiu inveja, o tranquilo planejou fazer algo parecido).

Logo na entrada uma desconfiança, pois estava tendo uma festa e ficou a dúvida: "será que o restaurante estava funcionando? E se sim, não atrapalharia o jantar?" Sim, o restaurante estava a funcionar e não, em hipótese alguma você percebe que logo abaixo pessoas se acabam ao sabor do uísque enquanto cambaleiam tortos como suas gravatas para lugar nenhum.

A decoração lembra os restaurantes Argentinos

Pois bem, chega-se de elevador! Um antiquíssimo elevador, anda-se em tapete vermelho e é recepcionado por um garçom que está ali há pelo menos 12 anos, o dono da casa. Na entrada um pessoal saía aflito dizendo: "que lugar vazio!!!", eram de alguma idade e pareciam frequentadores assíduos do lugar.

Mesas à vontade, escolhemos a nossa e recebemos o cardápio codificado, onde cada número tem o correspondente no gabarito atrás com o preço. Mas não se desespere, tem o genérico, juro, chamam o cardápio de genérico. Fomos logo atendidos e o garçom seria o responsável por toda a nossa noite, do confortável atendimento à feitura de uma massa flambada com ares de espetáculo mágico, pedido da Laís.


A decoração lembra em muito os restaurantes Argentinos, com muita pompa e finesse, além de aparadores e talheres de prata. No som - não era noite de música ao vivo - de bregas da década de 80 à música disco. Os preços são excelentes, a qualidade da comida boa, as bebidas em preço ok e o programa imperdível!

Um prato serve perfeitamente dois e já vem dividido, caso seja pedido. Não deixe de provar a famosa banana flambada, não provamos, mas tem fama. 


Finesse meus caros, finesse! Ponto negativo para a velhinha frequentadora de séculos (e séculos mesmo) que olhava com ares de reprovação essa classe média que agora janta onde quer. Engole essa tia! (E, por favor, de maneira distinta!).

Onde fica o Automóvel Clube de Minas Gerais:

Avenida Afonso Pena, 1394 - Centro
Tel.: (31) 3222.5416
Gasta-se alguns 110 reais sem dividir, uma massa e com uma garrafa pequena de vinho.